• Lívia Borges

Como está a pressão em sua vida?

Atualizado: Fev 9

Por Lívia Borges


Pressão de menos? Você não caminha! Pode gerar acomodação, mesmice e manter você nos velhos hábitos de pensamento, comportamento e empobrecimento em vários sentidos. Alguns equivocadamente chamam isto de paz. “Me deixe em paz!”


Pressão de mais? Você paralisa ou surta! Pode fazer você se sentir oprimido/a, ansioso/a ou deprimido/a, e até levar ao surto ou suicídio. “Eu não aguento mais!”


Então qual é a pressão ideal? Aquela que te movimenta, mas não te destrói. Incomoda, mas te liberta. Provoca, mas te faz crescer, para você dar o melhor de si e descobrir o potencial. Desafia, mas te enriquece. Cansa, mas produz força.


Então quando um companheiro/a, chefe, colega, professor/a, pai ou mãe fizer algumas cobranças justas, entenda que essa pessoa acredita no seu potencial. Você pode mais, mas não precisa se matar por isso.



Procure reconhecer suas desculpas disfarçadas de limitações, transferência de responsabilidade ou preguiça mesmo. Também identifique o comportamento inadequado de alguém com relação a você e até a autocobrança exagerada. Achar que tem que acertar sempre, ser forte sempre, sempre, sempre e sempre… isso sufoca, paralisa e mata! Morrem os neurônios, imunidade, motivação, sonhos, memória, relacionamentos, até levar tudo.


Bem, a ciência já identificou a plasticidade do cérebro, então, vamos começar por mudar a forma de reagir aos acontecimentos, mudando os pensamentos destrutivos, imaturos, condicionados. Alterar alguns hábitos de alimentação, relaxamento, respiração consciente e sono regular pode ajudar. Afinal, tudo isso tem uma relação direta com a mente. Tudo o que você ouve, vê, experimenta e faz, e com quem convive, influenciam a qualidade de seus pensamentos e motivações. Vale ser mais seletivo/a!


Lembre-se: é a pressão na ponta da mangueira que aumenta a velocidade da água e a faz ir mais longe. É a resistência do ar que sustenta as asas do avião e nos permite cruzar os céus. É a resistência do ar na vela que move o barco.


Neste JANEIRO BRANCO, vale relembrar a importância do autoconhecimento e autocuidado. Se a pressão for demais em uma determinada fase da sua vida, não hesite. Procure ajuda!


Algumas pessoas guardam a memória de força de outras fases como uma exigência para terem sempre o mesmo desempenho. Mas nós somos cíclicos e temos altos e baixos. Isso não deve nos envergonhar. Temos apenas que cuidar.


Um bom termômetro é observar como se sente diante das pressões, o nível de disposição para as demandas diárias e a capacidade de acreditar que existe uma saída, dentre outros sinais e sintomas. É claro que não há uma medida igual para todos, por isso precisamos nos conhecer e ter bom senso. Algo que não se copia, nem se decora! Nem chega do dia para a noite. Requer investimento diário. Auto-observação, pausa, mudança de hábitos, uma boa leitura, por exemplo. As ferramentas e o percurso quem escolhe é você.

A demora em buscar ajuda pode fazer você acreditar que é assim mesmo. Muitas vezes essa ajuda não quer dizer necessariamente medicamentos ou terapias longas. Mas também não existe mágica. Existe sim, atitudes adequadas para melhorar sua qualidade de vida. Pense nisso!

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Lívia Borges - Psicóloga clínica, com especialização em psicossomática.

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